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Adaptações em casa evitam queda de idoso

A poção mágica para a juventude  eterna ainda não existe, mas alguns cuidados especiais podem fazer a juventude durar até a terceira idade. Mas o que fazer para manter uma boa qualidade de vida até a velhice? Segundo a fisioterapeuta do Hospital de Clínicas de São Paulo, Clarice Tanaka, o ideal seria combater as quedas.

Frequentes nessa fase da vida devido a fatores como dificuldade de visão, audição, falta de elasticidade e tônus muscular, além dos efeitos colaterais de medicamentos, as quedas geralmente causam consequências perigosas para os idosos. “Podemos perceber complicações principalmente respiratórias relativas a queda, podendo inclusive evoluir para um quadro ainda mais perigoso, como a pneumonia”, alerta a especialista.

Uma pesquisa realizada pela Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo comprova que 43% das quedas de idosos acontecem dentro de suas residências,  lugares onde a segurança deveria ser maior. Mesas no meio do caminho, tapetinhos escorregadios e falta de luminosidade podem ser mais perigosos do que parecem. Por isso, reavaliar o ambiente em que o idoso vive, observando os detalhes de cada cômodo e as dificuldades e limitações de cada um é tão importante para a autonomia e independência de todos na casa.

Uma pesquisa realizada pela Dalben, empresa que presta serviço de enfermagem em domicílio, constatou que quedas eram problemas comuns entre seus pacientes e que soluções simples e fáceis ajudam na diminuição de acidentes. “Em janeiro, antes da cartilha e do monitoramento, tínhamos um percentual de 4,42% de quedas em pacientes com risco. Hoje, não chegamos a 1%”, relata Alessandro Freitas de Moura, enfermeiro e gestor de qualidade que planejou, junto à empresa, um manual com dicas e orientações para adaptações de residências.

Clarice aponta outro problema muito comum na terceira idade, o medo de cair.Independente de já ter caído ou não, a maioria dos idosos demonstra temor de sofrer uma queda. Por conta desse receio, muitas pessoas se recolhem e deixam de ter uma vida ativa, acabam se ausentando da vida social. “O medo de cair é determinante para o declínio funcional do indivíduo. O que acontece é um ciclo de medo, inatividade e imobilidade”, afirma a fisioterapeuta.

Segundo Alessandro, cerca de 80% das quedas acontecem no banheiro. Para Clarice, a soma piso liso e água são os vilões. Por isso, o ideal nos banheiros são os tapetes emborrachados ou as faixas adesivas antiderrapantes no chão. Barras de apoio perto do vaso sanitário facilitam o ato de sentar e levantar, e no chuveiro auxiliam nos movimentos.

Clarice dá uma dica para que o sabonete não caia tão facilmente das mãos, o que pode se tornar um perigo na hora de pegá-lo. “Colocar o sabonete em barra dentro de uma meia fina de nylon e amarrá-la na torneira é uma boa opção”, ensina a especialista.

Tapetes são proibidos nos corredores, eles escorregam facilmente. A falta de luminosidade também pode acarretar em quedas. “O ideal é ter interruptores em vários pontos do corredor”, analisa Clarice. Nas escadas, a instalação de corrimão nos dois lados é essencial para que o idoso tenha autonomia para subir e descer sem medo.

No quarto, a cama deve ter uma altura entre 45 e 50 cm e o idoso deve conseguir colocar os dois pés no chão. A mesa de cabeceira deve estar 10 cm acima da cama, e preferencialmente fixada na parede. Cadeiras são importantes para auxiliar na hora de calçar sapatos e meias. “É importante criar o hábito de sentar-se quando for trocar de roupa”, lembra Clarice.

Cozinhas e salas também são lugares perigosos e precisam de uma atenção especial. Na cozinha, deixar à mão os utensílios mais usados garante mais segurança. É preciso evitar guardar coisas em lugares muito altos, que precisem de escadas ou cadeiras, e muito baixos, que o idoso precise se abaixar. Usar um carrinho com rodas para locomoção de utensílios e pratos também pode ser útil. Na sala, tomar cuidado com fios é importante para que o idoso não tropece. Por isso, fixá-los na parede é a melhor saída.

Veja as adaptações necessárias para uma casa segura:

Sala:

- cadeiras e poltronas com altura de 50 cm

- fios de telefone, TV e abajur fixados na parede

- mesas com cantos arredondados

Quarto:

- interruptor próximo à cama

- altura da cama de 45 a 50 cm

- mesa de cabeceira 10 cm acima da cama, de preferência fixada

Banheiro:

- tapetes emborrachados ou adesivos antiderrapantes

- barras de apoio auxiliares no sanitário e no box

- torneiras monocomando

Cozinha:

- pia com altura média de 90 cm

- torneira monocomando

- nada muito alto, nem muito baixo

Corredor:

- vários pontos de interruptor

- sem tapetes

Escadas:

- adesivos antiderrapantes

- corrimão nos dois lados

Com essas pequenas mudanças, sua casa vai ficar mais segura e pronta para receber a todos.

Fontes: Portal BBel

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