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Condomínio e a realidade nacional

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Estamos vivendo um momento de crise mundial. Alguns políticos de diversas nações fazem bonitas explanações sobre a crise ser passageira, porém estamos quase no meio do ano e nada aconteceu de realização positiva para sairmos da crise econômica mundial.

O Brasil vive dentro de uma caixa preta. É um país com imensidão de terras improdutivas, enquanto vários outros não têm sequer água nem o mínimo de comida. O Nordeste tem pontos críticos de pobreza gerada pela seca, que já faz parte da história nacional. Animais morrem e o sertanejo, pasmo, nada pode fazer para salvá-los. Esses pobres homens vivem andando grandes distâncias para colher mandacaru para os animais sobreviventes.

O que os condomínios têm a ver com a problemática mundial?

Síndicos e moradores vivem dentro dos condomínios como se estivessem numa ilha de fantasia. Algo parecido acontece com a Administração Pública: o funcionário não economiza o material de limpeza, água e luz, não procura conservar os móveis e utensílios das repartições, quebra os banheiros. Enfim, o cuidado é zero. Na cabeça da maioria dos servidores, a ideia é a de que “isto não me pertence, é do Governo”. Todavia, falta uma reflexão: tudo aquilo que está presente no serviço público é mantido por todos nós, os contribuintes.

O funcionário, quando vai comprar qualquer coisa no mercado ou quando participa do dia a dia de sua cidade, está deixando uma parte de seu salário ou de suas rendas adquiridas com muito sacrifício em vários tributos, taxas e contribuições: ICMS, COFINS, CSLL, IPTU, IPVA. Se cada funcionário, cada político refletisse que a moeda corrente do país representa o sacrifício de muitas pessoas, talvez algo mudasse. A falta de seriedade no uso do que é de todos traz como efeito a falta dinheiro para a saúde, para a educação, para as estradas.

Faça a seguinte conta: imagine o quanto poderíamos economizar com a diminuição da quantidade de funcionários da União, dos Estados e dos Municípios desperdiçando à vontade. Imagine o quanto isso representaria de economia para ser aplicado em benefício da sociedade.

A administração predial tem o mesmo comportamento da administração pública. Síndicos não fazem economia, muitos fecham os olhos e se concentram na sua vaidade, fazem obras sem obedecer ao bom senso, não respeitam a Convenção de Condomínio e não convocam assembleias para a tomada de decisões para reformas.

Dr. Síndico já encontrou administrador que não sabia se o condomínio dele tinha ou não Convenção. Não podemos entender como esse cidadão estava administrando seu condomínio. A Convenção para um condomínio é semelhante à Constituição para um país, é onde estão listados os direitos e os deveres dos condôminos, bem como as regras que deverão ser seguidas pelo gestor.

É verdade que também encontramos excelentes gestores que procuram contratar empresas de administração de condomínio que podem lhes oferecer um bom serviço. Porém, acontece ainda de esses gestores esbarrarem nos condôminos que utilizam os serviços do condomínio sem o menor cuidado. Há casos em que as crianças danificam os jardins e há, inclusive, casos de condomínios-clubes terem a piscina interditada em virtude de sua utilização para necessidades fisiológicas. Há os condomínios novos em que habitantes selvagens quebram vidros, destroem banheiros, danificam gramados etc. Será que esses condôminos são diferentes dos funcionários públicos de que falamos anteriormente? Você há de concordar que os princípios são os mesmos da falta de respeito àquilo que é comum a todos.

Existem também administradores que ficam preocupados em contratar qualquer empresa de administração de condomínio com uma única preocupação: o balancete. É o grupo dos que sabem de tudo de administração, dos gestores linha-dura. Chegam nas assembleias e passam logo a presidir os trabalhos. Esse é o pior tipo de gestor, pois vai manipular toda a comunidade para aprovar aquilo que é de seu interesse. Normalmente fala alto e não ouve nenhuma reivindicação dos condôminos. É o cara!

Os condôminos têm culpa nesse processo, pois não participam das assembleias, muitos até só sabem falar que o síndico é ladrão, não fazem nada e, quando vão a uma reunião, são omissos. É o grupo dos que não procuram economizar água nem luz e dos que destroem a grama. Seu lema é: “isto é do condomínio, não tenho nada a ver com isso”.

Quem mantém o condomínio é cada um de seus moradores, por isso é importante zelar por cada coisa, pois todos sairão ganhando com menor taxa de condomínio e menos conflito. Por outro lado, os condomínios estão chegando a tal complexidade que há necessidade de se ter uma boa equipe de assessoria para melhorar os resultados financeiros e administrativos.

A crise mundial está nos rondando e o momento é de pensarmos em fazer poupança. As eleições de 2014 estão chegando, faltam menos de 17 meses para uma outra pessoa assumir a direção do País. Segundo alguns economistas, o remédio que deverá ser tomado, seja qual for a corrente que assuma, é o congelamento de salários dos funcionários públicos. Já vivemos no passado tal situação de arrocho salarial. A grande maioria dos condôminos brasilienses é de funcionários públicos, pagando prestação de financiamento de imóveis, vivendo em condomínios-clubes. Havendo inflação com salários congelados, o que pode acontecer? Só Deus sabe.

Vamos pensar mais no todo para que, no final, todos saiam ganhando.

Fonte: Síndico Profissional

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