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Controle de pragas: o inferno dos condomínios

Grandes ameaças aos condomínios, ratos, baratas, cupins, mosquitos, formigas, moscas, pombos, percevejos e escorpiões são nocivos à saúde e ao patrimônio 

Eles estão entre os mais comuns dos animais sinantrópicos, que convivem com o homem. Exterminá-los é impossível, dada a fartura de alimentos nos esgotos, terrenos baldios, nos lixos, ruas e mesmo nas residências. O melhor que se pode fazer é controlar as infestações dos chamados animais sinantrópicos antes que comprometam a saúde e o patrimônio.

E para isso existem meios eficazes. O mais simples e recomendado é a higienização, através da limpeza diária das áreas comuns e privadas do condomínio. Esses animais buscam alimento e tendem a se instalar onde o encontram com fartura.

É preciso cortar o suprimento. “Recolher todo o lixo, guardá-lo em local bem fechado e colocá-lo na rua respeitando a hora da coleta, essa é a principal providência para afastar roedores e baratas”, ensina o biólogo Carlos Madeira, do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria da Saúde do Município de São Paulo.
Madeira recomenda a limpeza periódica de ralos, que devem ser dotados de tampa abre e fecha, de piscinas e caixas d´água (estas devem ser vedadas). Nas lajes e marquises, verificar sempre se a água da chuva tem bom escoamento. “O poço do elevador armazena muita sujeira e precisa ser limpo pelo menos uma vez por semana”, acrescenta.

Embora essencial, a limpeza não elimina todas as pragas e o uso de produtos tóxicos, como veneno de rato, é muito arriscado. “Uma isca colocada em local inadequado pode causar intoxicação grave em um animal de estimação”, lembra Madeira. De outro lado, há casos em que a limpeza torna-se ineficaz, como no combate aos cupins. Para esses casos e também na luta contra as demais pragas, o mais indicado, diz o biólogo do Centro de Zoonoses, é contratar uma empresa especializada.

As empresas fazem inclusive contratos por tempo determinado, com inspeções técnicas periódicas. Dependendo da praga e da extensão do dano, pode ser de um ou seis meses. “A lei não fala em periodicidade, que deve ser decidida pela coletividade (condôminos)”, explica a advogada Ana Luiza Pretel.

Como se trata de uma questão de saúde pública – o mosquito Aedes aegypti, o rato e o pombo, por exemplo, são vetores de doenças –, as atividades dessas empresas são rigorosamente controlados pelo governo. Uma das principais normas que tratam do assunto é a Resolução 52 (RDC 52/2009), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde. De acordo com o dispositivo, as empresas têm de ser legalmente constituídas e licenciadas pelos órgãos competentes de saúde e do meio ambiente (municipais, estaduais ou distritais). Portanto, quem for contratar seus serviços deve exigir essas licenças.

Somente essas empresas e profissionais autorizados podem adquirir e manusear alguns produtos químicos saneantes, de venda controlada pelo Ministério da Saúde. Elas são obrigadas ainda a ter profissional técnico registrado em seu respectivo conselho de classe e na Vigilância Sanitária do Estado. Existe também uma norma da ABNT para controle de pragas, a NBR 15.584-2/2008, que trata do manejo integrado.

Fonte: Direcional Condomínios

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