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Os disfarces dos ladrões

Conheça os disfarces dos ladrões, o modus operandi nas invasões a prédios e os golpes mais frequentes

 1) Funcionário de concessionária: o marginal, trajando roupas características de concessionárias de serviço público (água, energia elétrica, telefone, gás) pleiteia fazer reparos internos no condomínio. Sempre alegando estar com pressa, o malandro força o porteiro abrir o portão, sem nenhum tipo de verificação. É do conhecimento de todos que as concessionárias estão evitando ao máximo, reparos no interior de prédios ou casas. A visita para conserto pode ocorrer em algumas situações, mas tem que ter a solicitação anterior do morador e agendamento da data da visita, sempre com previsão de horário. Desta forma, caberá ao condômino agendar a visita e comunicar imediatamente a portaria a data, horário e tipo de conserto a ser realizado. No dia da visita o porteiro terá que tomar todas as providências de praxe:

- comunicar o morador da chegada do prestador de serviço. Se o morador não estiver no apartamento ou não tiver deixado representante, não será permitida a entrada do funcionário;

- solicitar documento pessoal com foto do funcionário e crachá da empresa, para registro de entrada. Na duvida, solicitar telefone do superior hierárquico da companhia para confirmação;

- entrega de crachá de prestador de serviço;

- no retorno, anotar horário de saída e recolher o crachá de identificação.

2) Carteiro: Falso carteiro alega ao porteiro que precisa entregar correspondência em mãos para um determinado morador. É bom esclarecer que o porteiro tem autonomia para receber correspondência ou encomenda via correio. As providencias serão as seguintes:

- Entrar em contato com o morador pelo interfone para saber se ele esta esperando algo do correio. Se a resposta for afirmativa, deverá informar o que estava esperando receber (carta ou especificar encomenda) para ver se confere com o narrado pelo suposto funcionário do correio. Se todos os dados estiverem corretos, o porteiro solicita a presença do morador ou representante na portaria;

- Se o prédio tiver apenas o portão principal de pedestre, o funcionário do correio permanecerá do lado de fora do prédio e terá que mostrar a distancia seu crachá de identificação. Na falta deste ou em caso de fortes suspeitas, o porteiro pode solicitar, pelo interfone que o solicitante informe o numero telefônico de sua chefia. Se tudo estiver confirmado, o porteiro solicita que o morador receba a encomenda ou envelope, por um vão aberto no portão principal ou pelo passa volumes instalado nesse mesmo portão. É de se frisar que o representante do correio permaneceu do lado de fora do prédio, todo o tempo;

- Se o prédio contar com dois portões, formando a área de confinamento e também o passa volumes, o procedimento é diferente. Feita toda confirmação pelo interfone (fora do prédio), será aberto o primeiro portão para que o funcionário coloque a encomenda no passa volumes, juntamente com o papel para o morador efetuar a assinatura de recebimento. O porteiro irá passar o papel para o morador assinar e devolve-lo pelo passa volumes. Assim, o funcionário do correio poderá ir embora e o interessante é que em nenhum momento teve contato físico e nem visual com o porteiro e morador.

3) O bem vestido: A marginalidade já percebeu que o despreparo e a falta de treinamento dos responsáveis pelas portarias de prédios é gritante. O fato de uma pessoa estar bem vestida pode gerar confiança a um porteiro descuidado. Assim, o criminoso, muito bem trajado, percebendo a entrada e saída de veículos, em prédios que possuam apenas o portão principal da garagem e aproveitando do tempo de fechamento em razão da morosidade no mecanismo, entra a pé pela garagem, mostrando intimidade ao porteiro, que não desconfia de pessoa tão simpática e bem aparentada.

4) Entregador de encomenda: Após conseguir informação privilegiada de dentro do condomínio (ex: morador que guarda dinheiro ou joias em casa) a quadrilha especializada consegue trajes característicos de entregadores e um dos integrantes simula a entrega para algum apartamento. O porteiro não faz nenhum tipo de triagem e abre o portão de entrada desavisadamente, tornando-se assim uma presa fácil dos marginais.

5) Falsa doméstica: As Delegacias de Policia frequentemente recebem donas de casa noticiando a subtração de joias e pertences da família, praticada por falsa empregada doméstica, que se aproveita da inocência da família, que não faz nenhum tipo de triagem, antes da contratação. Normalmente a falsa doméstica apresenta-se com muita humildade e pede salário inferior da categoria. Rapidamente pega a confiança da família e com poucos dias de trabalho, aguarda a saída da patroa para subtrair pertences valiosos.


6) Inundação estranha: O marginal após adentrar no condomínio tem o desafio de render os moradores que estão com suas portas fechadas e normalmente receber orientação de somente receber visita após liberação por parte da portaria. Desta forma, os criminosos bolaram um golpe que consiste em jogar água por debaixo da porta do morador, simulando uma inundação. O morador ou funcionário doméstico entram em pânico e acabam abrindo a porta para levantar a razão de tanta água e então são rendidos facilmente.

7) Corretor de Imóveis: A engenhosidade dos criminosos não tem fim. Após obter dados de apartamentos para alugar ou vender, através das placas indicativas colocadas em frente a condomínios, o meliante, com boa aparência, se traveste de corretor de imóveis e junto ao portão principal de pedestre solicita a chave com o porteiro para fazer uma vistoria na propriedade a ser comercializada. O inexperiente porteiro abre o portão, sem fazer as checagens devidas e com isso será dominado com tranquilidade. Cabe ao porteiro solicitar ao corretor de imóvel seu registro no órgão de classe (Creci). Estando vinculado a uma imobiliária ou administradora de imóveis, o corretor deverá ainda apresentar documento que o identifique como funcionário.

8) Batida na garagem: Quando o assalto a prédio tem como foco um único apartamento, em razão de informação privilegiada no tocante a guarda de dinheiro ou joias, a preocupação dos marginais, após a rendição da portaria, é fazer com que a vítima abra a porta de seu apartamento. Uma das estratégias é obrigar o porteiro a interfonar para o morador, dizendo que outro morador bateu em seu carro na garagem. É natural que o morador fique preocupado com os estragados provocados em seu auto e abra a porta de seu apartamento, dirigindo-se a garagem. Ocorre que ao abrir a porta, já será dominado e obrigado a apontar onde esconde dinheiro e objetos de valor.

9) Falso Policial ou Fiscal: Marginais travestidos de policiais, fiscais, oficiais de justiça etc. tem usado dessas estratégias para ludibriar o porteiro, que normalmente se sente intimidado nessas situações.

O porteiro inicialmente deve prestar atenção se a pessoa veio com carro oficial ou não e se puder anotar a placa. Jamais deve abrir a porta de entrada de imediato. Há de se fazer inicialmente um longo levantamento, para confirmar a veracidade referente à profissão do visitante inesperado.

A pessoa deve portar funcional e se desejar notificar ou falar com algum morador, deve apresentar documento oficial assinado pela chefia imediata. A portaria não deve ceder à pressa do visitante. Quanto mais a pessoa ficar nervosa, mais o porteiro deve manter a calma e serenidade. Na dúvida, deve-se pedir o telefone do órgão ao qual pessoa está lotada e nome do superior hierárquico, responsável por aquela determinação. Se o visitante fornecer o telefone, o porteiro deve ligar e conformar as informações ofertadas pelo visitante.

O porteiro, através do interfone, deve sempre salientar que esta cumprindo ordens, pois senão perderá sem emprego. Deve salientar ainda que em razão de inúmeros noticiários que dão conta de invasões de prédios praticados por falsos policiais ou fiscais, a Comissão de Segurança do condomínio determinou rígidas normas para o controle de acesso de estranhos.

Após consultar todos os dados oferecidos pelo visitante o porteiro deve solicitar o motivo da presença no edifício. Geralmente, o visitante vai solicitar a presença de algum morador. Em seguida o porteiro avisa o morador sobre os fatos, indagando se era do conhecimento do dele o motivo daquela visita inesperada. O morador irá decidir se consultará seu advogado ou não, antes de atender a portaria.

Normalmente, o policial ou fiscal, deseja apenas fazer uma intimação ao morador. Se o prédio tiver apenas o portão de entrada, deverá o morador atender o policial ou fiscal com a porta fechada, mantendo a conversa pelo vão das grades. Se houver o segundo portão, responsável pela área de confinamento, o condomínio deverá decidir se a intimação poderá ser feita nesse espaço confinado e cercado por grades.

Nossa orientação é que devemos evitar ao máximo a entrada de estranhos nas áreas comuns do prédio. Se houver a possibilidade do visitante ser atendido do lado de fora, deve ser feito dessa maneira.

Fonte: Tudo Sobre Segurança

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