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Sistema elétrico exige manutenção periódica

Mau funcionamento da parte elétrica pode causar riscos graves ao imóvel. Na fiação e equipamentos elétricos é possível ver os sinais de deterioração e necessidade de ajustes.

Você usa benjamins para ligar aparelhos elétricos? Há queda de luz na sua casa quando algum equipamento está sendo usado? O disjuntor geral cai com que frequência? Os aparelhos, quando ligados na tomada, geram superaquecimento? Se a resposta a pelo menos uma dessas perguntas foi sim, é provável que o sistema elétrico do seu imóvel esteja precisando de uma revisão.

A engenheira da Doutor Resolve, Lígia Franco, recomenda que o morador fique atento aos fios. “É preciso ver se eles estão encapados, se não estão descascando, checar se as tomadas e os interruptores não estão aquecendo quando utilizados e se há queda frequentes do disjuntor”, enumera. De acordo com ela, fumaça e cheiro de queimado também são sinais de provável problema na rede elétrica.

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / No projeto elétrico têm de estar dimensiona-das as necessida-des de cada lar

No projeto elétrico têm de estar dimensionadas as necessidades de cada lar

Parte elétrica custa menos de 10% do valor da obra

O sistema elétrico de um imóvel corresponde a um valor que varia entre 6% e 7% dos custos de uma obra. “Você pode optar por marcas mais caras e também tem a parte externa, de luminárias, que não está incluída nesta conta. Mas uma instalação segura não custa mais do que isso”, diz o engenheiro eletricista Brasil Alvim Versoza.

A cada dois anos, é ideal chamar um profissional da área para ver se há equilíbrio das fases, se as cargas estão bem distribuídas e para fazer o reaperto da instalação e dos conectores, para evitar o mau contato.

O engenheiro indica alguns cuidados para manter o sistema saudável. “Evite os benjamins, pois eles forçam a rede. Quando for comprar um equipamento, analise o consumo e veja se ele pode ser colocado em qualquer tomada, se a potência não é muito alta e se o sistema vai aguentar”, comenta.

Quando o disjuntor cai, é sinal de que o imóvel está exigindo mais carga do que a capacidade da rede elétrica. “Esse é um dos principais pontos que deve ser observado, porque o disjuntor faz a proteção da rede. Quando é requerida muita energia e a fiação do imóvel não vai suportar a carga, o disjuntor cessa a transmissão, como sistema de proteção”, explica o engenheiro eletricista Brazil Alvim Versoza.

O aquecimento da instalação, que pode gerar incêndios, é mais difícil de ser verificado, mas o sistema elétrico dá alguns sinais de desgaste. “O condutor e, consequentemente, os aparelhos, ficam mais quentes. A tomada fica pretejando e os fios e as tomadas também ficam mais quentes”, acrescenta Versoza.

Outro sinal é o mau contato nas tomadas. “isso também pode ser gerador de problema e é algo que é possível perceber: vai formando zinabre na tomada e é preciso dar um jeitinho para o aparelho funcionar”, explica o engenheiro. O mau contato provoca aquecimento da instalação e deterioração dos fios e tubos.

“Os problemas da instalação elétrica ficam menos evidentes, porque às vezes só acontece dentro da tubulação, fica difícil de enxergar. E aí, a instalação elétrica é sugada até o limite. A preocupação só vem quando ela entra em colapso”, alerta Versoza.

Normas

Toda instalação elétrica tem de seguir as normas técnicas que regem e dão as diretrizes para que o sistema seja instalado com segurança e que o uso cotidiano não provoque acidentes. Além do disjuntor, que é principal protetor do sistema elétrico de um imóvel, é obrigatório, para instalações feitas desde 1997, a presença de um dispositivo diferencial residual instalado em áreas externas e que fiquem constantemente molhadas. “Esse dispositivo detecta o vazamento de corrente elétrica e desarma o circuito no caso de uma criança colocar o dedo na tomada ou algum objeto metálico ser inserido nas saídas de energia, evitando o choque”, explica o engenheiro Brasil Versoza.

Tamanho da rede depende do consumo interno

O sistema elétrico é organizado em um projeto que tem como objetivo oferecer dispositivos que possam utilizar a rede de energia elétrica dentro de um imóvel. “O sistema precisa atender as necessidades do imóvel e seguir normas técnicas, para garantir a segurança”, explica o engenheiro Brazil Versoza.

Na hora de elaborar um projeto, os eletricistas avaliam qual vai ser a necessidade do imóvel: quantos aparelhos, quantas tomadas em cada cômodo. Quanto mais aparelhos, será preciso fazer um sistema mais amplo.

“Quanto mais carga a casa precisar, ou seja, se tem mais TVs, secadores, lavadoras, chuveiros, computadores, vai precisar ser feito um dimensionamento específico”, completa.

A carga necessária para o imóvel passa pelo medidor da concessionária, pelo ramal alimentador e pelo quadro de distribuição, onde as cargas são organizadas como se fossem pastas de um computador. “A distribuição é organizada de acordo com o local no imóvel ou a capacidade exigida pelo aparelho. A organização facilita a busca por algum problema na rede e a manutenção”, afirma.

Fonte: Gazeta do Povo

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