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Transforme janelas antigas em objetos de decoração

Saiba como reaproveitar peças que não usa mais em casa ou de demolição

O jornalista Mauricio Bonas tem um hobby especial: criar peças de decoração a partir de janelas e portas de demolição. Ele começou esse trabalho há alguns anos como uma brincadeira para os fins de semana, e continua sendo assim até hoje.

Ele conta que a primeira que fez foi a soma de necessidade e prazer estético. Ele encontrou uma janela gigante, de quase 2 metros de altura, em uma caçamba e, na época, precisava de um espelho para um quarto em casa.

“Ela era perfeita. Peguei da caçamba e fiz. Além de ter sido divertido, amigos e parentes começaram a me pedir coisas semelhantes. Agora, talvez porque não aguentem mais ganhar janelas espelhadas, meus amigos começaram a trazer outras pessoas interessadas nas peças. Então o hobby continua, mas também vendo as peças”, relata.

Bonas tem janelas de demolição de fazenda com 90, 100 anos. Para ele, o desenho delas e a forma como a madeira foi moldada as tornam especiais, assim como o tipo de madeira. “Já tive uma de pinho de riga, o que me parece incrível, e há ainda o toque que elas ganham com o tempo. Com um século, a madeira é algo macio, aveludado, embora mantenha a estrutura e a força particulares”, explica. Segundo ele, há peças incríveis também mais recentes, em especial de casarões dos anos 1940 e 1950 demolidos em bairros tradicionais como o Brooklin, feitas em madeira de lei.

“Basicamente o que faço é espelhar as janelas, substituindo os vidros por espelhos, ou usá-las como suporte para fotos e, em alguns casos, acrescentar caixas para colocar plantas, por exemplo.”

O jornalista explica que não pinta nem força a criação de um suposto registro ‘antigo’ de tinta. “Busco nela sua história. Normalmente há cinco ou seis camadas de tinta, além de uma extra de poluição, e o bacana é retirar essas deposições do tempo até que a peça se mostre como ela é – com suas imperfeições, sua vivência, as cores que teve, a marca que alguém lá atrás nela fez.”

Passo-a-passo

Normalmente, Bonas começa retirando os vidros e limpando a massa e os preguinhos que os seguram. É um trabalho às vezes chato, mas importante: o local em que os vidros estão encaixados vai ser o berço de espelhos ou fotos e deve estar bem limpo, plano e sem resíduos.
Para essa limpeza, ele usa um alicate de bico arredondado, para os preguinhos, e formão para a massa. Uma chave de fenda larga também serve. É comum alguns vidros se quebrarem, mas não há nada a fazer.

O segundo passo é lixar. A primeira lixada, dependendo da quantidade de tinta sobreposta, pode ser mais rude. Ele usa lixadeira elétrica nessa fase, mas com lixa fina e sem muita pressão. É uma forma de evitar que todas as camadas sejam retiradas. Se a ideia é ter a madeira crua apenas, lixa grossa é o ponto.

A lixadeira, que pode ser uma dessas manuais compradas em casas de materiais de construção, só serve para as superfícies planas. Os detalhes e reentrâncias devem ser lixados manualmente. Bonas usa um toquinho de madeira envolvido em lixa para isso.

Em alguns casos, dependendo do efeito que se quer, uma boa ideia é usar os cacos de vidro da própria janela para raspar a tinta. É especialmente bom quando foi usada tinta a óleo muito grossa. Ela sai mais fácil e dá um efeito bom, com falhas, que ficam bonitas. Vale também, para o mesmo efeito, usar um raspador de tinta, que custa menos de R$ 10 em qualquer loja de material de construção.

Lixar é um processo longo e seu limite é o visual que se queira ter. “É um tipo de arqueologia: vá raspando até chegar ao lugar que agrade. No meu caso, gosto de deixar partes de todas as camadas e, claro, da própria madeira”, orienta. Detalhes, como puxadores metálicos, ficam ótimos.

Quando o processo de lixar e raspar está completo, ele limpa com um pano bem molhado ou, no limite, lava a peça. Depois, deve-se deixar secar bem e, se estiver tudo ok, rever os encaixes, colando com cola de madeira se necessário ou repregando, e acabar com carunchos ou cupins – que, aliás, são muito raros.

Para finalizar, se a peça for ter uso interno, ele usa apenas cera de carnaúba em barra. Ela mantém a coloração da madeira e, ao mesmo tempo, protege contra oxidação. Se o uso for externo, ao tempo, é recomendável aplicar verniz náutico transparente, fosco, que normalmente não afeta a coloração da madeira. O verniz às vezes é necessário – um cliente, por exemplo, pediu a ele uma janela espelhada grande, com vários ganchos para pendurar toalhas e coisas assim, e a instalou na parede ao lado de uma banheira de hidromassagem.

Por fim, coloque os espelhos – ou vidros, caso se queira usar para fotos. Melhor levar a peça a uma vidraçaria e pedir que cortem. Essas peças antigas por vezes são irregulares, e eles sabem como trabalhar com isso. A fixação se dá com micropregos e, por cima, massa de vidraceiro. Deixe secar por dez dias pelo menos antes de colocar a peça na vertical. Outra opção de acabamento é usar uma pequena moldura de madeira. Fica bem melhor que a massa, mas é um custo a mais e, no final, ninguém vai ficar olhando atrás da janela.

Decoração interna ou construção

Além de decoração interna, peças de demolição são incríveis para novas construções nas quais se queira dar um toque campestre. Para um consultório, Bonas recuperou um par de portas-balcão, deixando-as com um jeitão bem original, e o resultado é uma entrada deslumbrante no local – ficou com uma pegada provençal.

 Outro cliente construiu uma cozinha caipira externa em sua casa e optou por ampla área envidraçada. O jornalista recuperou para ele cinco janelas dos anos 1950 e duas portas-balcão ainda mais antigas, que ficaram ótimas em conjunto com tijolos aparentes.

Esse uso é um contraponto interessante à tendência que boa parte das pessoas tem de optar por janelas de alumínio ou plástico em suas casas, muitas vezes substituindo as antigas.
Há muito que fazer com material de demolição. No fundo, como em tudo, o limite é a imaginação.

Outras dicas

Bonas recomenda que, quem quiser se aventurar pela brincadeira, pense em investir quatro a cinco dias em cada peça caso tenha muito tempo e energia livres, ou 10 a 15 se trabalhar sem pressão.

Espelho custa caro. Não tem mágica a respeito, exceto se usar material plástico ou similar – mas distorce a imagem e não tem vida útil longa – ou se comprar em fábrica, mas então é preciso ser em boa quantidade e ter instrumentos para cortar vidro. As variam entre R$ 250 e R$ 1.000.

Fonte: ZAP Imóveis

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